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Digital to Client – D2C

Uma marca aspiracional, nativamente digital e verticalizada da indústria direto ao consumidor final. As chamadas DNVBs (Marcas Verticais Digitalmente Nativas), conceito criado por Andy Dunn (CEO da Bonobos) Nova York. Dunn publicou um artigo sobre o assunto e nele reúne seus principais aprendizados, após mais de dez anos estudando as movimentações do varejo americano.

A digitalização levou marcas offline para o meio digital onde viram no canal o nascimento de um novo mercado a ser explorado, surgindo assim novos modelos de negócios como as startups e o conceito omnichannel.

As DNVBs estão focadas em promover experiências memoráveis. Essas empresas partem do princípio de que é preciso investir numa forte construção de marca para que os consumidores conheçam e comprem os produtos.

Elas operam pelo modelo D2C, em que vendem diretamente para seus clientes. E como são formuladas no ambiente digital, essas marcas se valem de todo o potencial da internet para estar mais próximo do consumidor e tentar conhecê-lo melhor.

O e-commerce tem pouca margem, enquanto o DNVB tem margens maiores. Uma empresa de e-commerce pode crescer incrivelmente rápido, enquanto uma DNVB pode não crescer tão rápido, mas é mais valiosa a longo prazo.

As quatro principais características que definem uma DNVB (segundo Andy Dunn):

1. O principal meio de comunicação com os consumidores, que tem como base o storytelling é a internet. E em quase todos os casos, a marca nasce digitalmente.

2. A marca é vertical, ela cresce junto com seus clientes. O nome da marca está no produto físico e no e-commerce, mas esse canal é apenas uma camada de ativação, e não é o ativo principal da comercialização.

3. Focada pela experiência e intimidade com o consumidor, sendo que a experiência se sustenta em três pilares: produto físico, experiência web/mobile e atendimento ao cliente. A fusão desses pilares constrói a marca no imaginário do consumidor.

4. Esse modelo de negócio raramente opera apenas em canais digitais. Ele se estende para o offline através de varejo físico com experimentação e parcerias exclusivas com grandes varejistas. Em quase todas as parcerias, a marca controla sua distribuição externa.

Texto adaptado do site dcomercio.com.br da Repórter Mariana Missiaggia

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